Diferença entre espuma mecânica e pó químico

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Atualmente, há várias formas de se combater as chamas em um incêndio, dependendo da sua classe. As tecnologias para eliminar o fogo devem ser aplicadas de maneira correta para garantir a extinção do incêndio e, por isso, é fundamental entender a diferença entre cada uma.

Espuma mecânica e pó químico são algumas das soluções disponíveis para combater o fogo. Elas são indicadas para ocasiões em que a tradicional água ou extintores não são a melhor forma de eliminar as chamas – podendo até aumentá-las ou causar danos maiores. 

Entender as características e usos indicados da espuma mecânica e do pó químico é essencial para obter os melhores resultados no combate a incêndios. A seguir, saiba tudo sobre essas duas tecnologias. 

 

Espuma mecânica: extinção do fogo por abafamento

A espuma mecânica é uma solução que age como uma espécie de cobertor, abafando as chamas e as extinguindo.

Ela é indicada para situações de incêndio em superfícies que contenham líquidos inflamáveis (Classe B), que não podem ser apagados com água. Nessas situações, a espuma, composta por uma mistura de líquido gerador de espuma (LGE) e água, é o agente ideal de combate às chamas.

Composta por bolhas de ar, a espuma mecânica se assemelha a um detergente concentrado e, por isso, é um agente muito eficiente em locais que contenham líquidos inflamáveis.  

O recomendado é que a espuma seja aplicada contra um anteparo. Desta forma, suas propriedades atuarão na cobertura da superfície atingida pelo fogo, minimizando danos. Vale destacar que essa espuma pode, ainda, ser aplicada em incêndios Classe A com sucesso.

Há extintores com espuma mecânica, já dosada na proporção ideal. Eles são muito usados em incêndios com solventes polares líquidos ou hidrocarbonetos. Em hidrantes, proporcionadores de espuma garantem a dosagem correta para eliminar as chamas. Existe, ainda, os extintores sobre rodas (carretas), com alta capacidade de armazenamento de espuma mecânica.

Pó químico seco: ideal para incêndios Classe B ou C

O pó químico seco age rompendo a reação em cadeia das chamas, atuando sob o princípio da inibição. Ele é indicado para incêndios Classe B ou C, ou seja, provocados por líquidos inflamáveis e/ ou equipamentos com energia. O pó químico ABC também pode ser utilizado para eliminar chamas em produtos sólidos, pertencentes à Classe A.

Existem diferentes tipos de pó químico. O primeiro é o fosfato de monoamônico, que pode ser usado em três classes de incêndio. Geralmente, ele é denominado ABC. O segundo tipo é denominado B e C (bicarbonato de sódio), que não deve ser utilizado em incêndios Classe A. 

Já o pó ideal para a Classe K de incêndios é o Púrpura-K, amplamente usado nas cozinhas industriais antes do aparecimento agente saponificante K. Em instalações petrolíferas, ele também é bastante utilizado, ao passo que os pós MET-L-KYL e LITH-X são ideais para incêndios em metais pirofóricos, como lítio e trieilalumínio. 

 

 

Entender o objetivo de cada agente de combate ao fogo e como utilizá-los da maneira correta ajuda a prevenir acidentes e garante a integridade de pessoas e do patrimônio.

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